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Bem-vindo a nossa casa.

Aqui contamos histórias sobre nossas peripécias dando a volta ao mundo em nosso veleiro. Nós somos: Fabio, Miriam, Caio e Rafael e não sabemos onde vamos parar, só sabemos que vamos "Para onde o vento vai".


domingo, 27 de fevereiro de 2011

O fim de uma era. O começo de outra

Quando você compra um barco e começa a navegar você começa a desenvolver uma relação que transcende a questão da posse ou da propriedade. Sei veleiro é parte de você. Algum tempo depois você começa a modificá-lo, instalar equipamentos, consertar pequenas coisas. Bom você desenvolve uma simbiose. O barco precisa de você para funcionar e você precisa do barco para viver suas emoções.

Depois de algum tempo você e o veleiro são tão íntimos que a possível separação entre vocês será sempre litigiosa. Você acredita que ninguém será capaz de dar a mesma atenção que você.

Nós resolvemos fazer uma viagem e esta resolução se transformou em um morar a bordo. As âncoras que nos prendiam a terra foram sendo tão esticadas que agora não podem mais ser recolhidas.

Estamos morando a bordo. E isso é diferente de estarmos fazendo uma viagem pelo Caribe. Quando a Miriam falou para mim que não tinha saudades do Brasil eu percebi que estava realmente morando a bordo.

Agora preciso fazer a transição. O Flyer é o melhor barco que eu poderia ter. E fez de tudo comigo e com  minha família, sempre em segurança. Sempre chegando ao seu destino. Só que somos Eu, a Miriam, o Caio e o Rafael.

Para que nós tenhamos nossas relações pessoais bem definidas sem estresse o espaço tem que aumentar. Não sobra muito espaço no CAL 92. (30 pés) para morar a bordo, com toda a tralha que vamos juntando.

Agora estou me preparando psicologicamente para vender meu querido Flyer.

Então fica a mensagem para quem estiver acompanhando nossas aventuras

O FLYER está a venda.

buaaaaaaaaa

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Do Brasil para o Caribe

Depois de muito tempo sem atualizar o blog resolvi fazer uma atualização resumida. Estou usando o Twitter e o SPOT para as atualizações mais corriqueiras.

Saimos de Fortaleza com destino a Lençois Maranhenses (Dica do Gigante). Local paradisiaco especialmente projetado para descansar. De lá fizemos uma travessia para Guiana Francesa e paramos em Iles de Salut. Vale a pena conhecer este pedaço da França por nossas bandas.

Da Guiana seguimos direto para Tobago para dar entrada no Caribe. Uma semaninha por lá e descobri que o eixo do motor correu novamente. O Eduardo (Guga Buy) me ajudou, juntamente com o Sérgio do Travessura, com uma gambiarra e velejamos para Trinidad (Chagaramas) para tirar o barco da água. Nossa previsão era ficar uma semana fazendo reparos mas acabamos ficando um mês inteiro.

Consertei um monte de coisas e instalei os tanques de água infláveis da Plástimo. Agora temos 400 L de água no Flyer. Um luxo. Instalei também um carregador Xantrex o que deixou a geladeira congelando cerveja.

De Trinidad rumamos para Union Island. Local pequeno e agradável. Alguns mergulhos porque a água por aqui é transparente. Resolvemos correr para Tobago Cays. Até agora o local mais interessante e parecido com o Caribe das fotos. Água morna e transparente, muita vida marinha e os sempre presentes vendedores com suas lanchinhas, incomodando mais que mosca na ferida.

De lá rumamos para Mayreau. Outra ilha pequena, mas atraente para o pernoite. Escolhemos o local e ancoramos. Durante a madrugada o Flyer e o Guga Buy garraram por causa da força do vento que havia aumentado muito. Deixei 50 metros de corrente e 20 de cabo, ai o Flyer ficou parado.

Resolvemos seguir adiante e fomos mara Canouan. Nesta ilha pegamos uma poita para um pernoite tranquilo. Depois disso resolvemos dar mais uns mergulhos. Muita vida marinha e água limpa.

Já estavamos navegando o suficiente por lugares mais ermos então resolvemos ir para Béquia. Um ponto de parada com mais estrutura. Passamos três noites em poitas. Fizemos um passeio de van pela ilha que é bonita o suficiente para ser conhecida. O vento sempre presente. Resolvemos fazer uma lagostada. pagamos. Fomos aos pescadores comprar lagosta viva. Nos custou um pouco mais que R$ 20,00 o quilo. Comemos em oito que nem reis. O pessoal do Bulimundu, o pessoal do Guga Buy e nós do Flyer.

Estamos precisando lavar roupa e completar o tanque de água. Resolvemos seguir para St. Vincent para providenciar uma marina. O Bulimundo foi na frente para abrir espaço e chegamos na base da SunSail em St. Vincent.

Por enquanto é isso. Vou ficar devendo fotos porque as câmeras que eu tinha resolveram não funcionar. Sabe aquela história de "quem tem um não tem nenhum". Agora é "quem tem dois não tem o suficiente".

Até a próxima