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Bem-vindo a nossa casa.

Aqui contamos histórias sobre nossas peripécias dando a volta ao mundo em nosso veleiro. Nós somos: Fabio, Miriam, Caio e Rafael e não sabemos onde vamos parar, só sabemos que vamos "Para onde o vento vai".


sábado, 23 de julho de 2011

A doce dor da partida

A hora da saída se aproxima. Senão hoje, qualquer dia daqui para frente. Enquanto a chegada é coberta de expectativas a partida nos visita com um matiz de emoções que vão da alegria a tristeza.

A rotina do velejador é repleta de chegadas e partidas. De portos e pessoas. Algumas ficam para sempre na memória que é o lugar onde podemos visita-las com mais frequência. Outras mantem laços mesmo que a milhares milhas de distância ligando nossa trilha com seus sonhos...

Mas a hora de ir se aproxima e com ela tentamos nos atarefar de maneira intensa de tal sorte que os sentimentos de tristeza fiquem embotados. É assim que as coisas funcionam. É assim que devem ser.

sábado, 16 de julho de 2011

Caminhos nos Açores

Com a ajuda do Gigante (Veleiro EntrePolos) abaixo se vê nosso trajeto pelos Açores. Nosso caminho por aqui tem sido de muitos lugares lindos e de um povo incomum, carinhoso e receptivo. E de alguns brasileiros que deixam marcas...

As imagens mostram nossos caminhos até aqui

Saímos do Faial para Terceira

De Terceira para São Miguel

Os caminhos por aqui nem sempre são tranquilos. Existem vulcões em atividade submarina e é interessante passar longe deles. A Miriam, na travessia entre Terceira e São Miguel, viu uma grande luz vermelha a noite no horizonte. Luz muiiiiito estranha... Quem sabe ela conta em um post sobre isso...

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Tradição atualizada

A Dona Regi e a Cibele aceitaram minha sugestão e vão começar com um novo costume. Colocar bandeiras de velejadores em um mural na Casa do Pão de Queijo. Brazucas e outros velejadores são bem vindos para deixar suas impressões.

Abaixo o momento em que uma tradição pode estar começando ...

terça-feira, 5 de julho de 2011

Segundas impressões de Terceira

Conseguimos, finalmente, conhecer os outros encantos que a ilha nos reservava.

Depois de passar pelo Monte Brasil (Caldeira de Vulcão que tem fama de ter sido o local onde os navegadores portugueses tomaram as medidas astronômicas para chegar ao Brasil) fomos para Gruta do Natal e o Algar do Carvão. Ambos os locais são formações vulcânicas bem típicas da região e muito interessantes para uma visita instrutiva sobre geologia.

Um novo passeio a Serra do Cume, para fotos melhores com mais luz e o lugar realmente dá vertigem a quem não está preparado para as alturas.

Outro compromisso do dia. Tourada a moda Terceira. Neste tipo de tourada existente na Terceira os touros bravos não são propriamente soltos na rua, uma vez que existe um cabo longo preso ao touro que é seguro por vários vaqueiros. O touro parece realmente bravo e fica correndo atrás de todos que por ousadia cruzam-lhe o caminho.

É um grande evento local, vem gente de todos os lugares que se abrigam nos muros altos, nas praças, etc e ficam a espera do touro, atualizando as conversas. Muitos vendedores ambulantes e muita algazarra.

O dia terminou, mas ficou a certeza de que muitas outras coisas serão vistas em nossa próxima visita. Acho que nem as terceiras impressões ou mesmo as quartas impressões serão capazes de descrever bem esta ilha...

Algumas fotos só como ilustração


O forte no Monte Brasil


Vista da Serra do Cume 

O Rafinha na entrada da Gruta do Natal
Mi num dos túneis da Gruta do Natal

Praia de Açoriano (é raro achar areia...)

A descida para o Algar do Carvão

Quando chega lá embaixo lembramos que temos que subir ...

O povo esperando o touro


Um dos poucos corajosos remanescentes...

domingo, 3 de julho de 2011

Primeiras impressões da Terceira

Seguramente esta é a mais charmosa de todas as marinas que estivemos até agora. O nome já nos faz antever coisas grandiosas, afinal Angra do Heroísmo não é pouca coisa não, ainda mais que o heroísmo em questão se deve ao comportamento de uma mulher que juntando um exército quase exclusivamente feminino acompanhado de touros bravios não permitiu que este lado da ilha fosse tomado pelos Espanhóis.

Alias, a Terceira, é a única dos Açores que não teve domínio espanhol, segundo os locais.

Depois de uma caminhada pelo centro, bem ao estilo do que já vimos muito frequentemente na Europa, encontramos a Casa do Pão de Queijo. Dona Regi faz pão de queijo todos os dias, de segunda a segunda, coxinha a moda brasileira e principalmente feijoada, além de outros quitutes da cozinha mineira. Parada obrigatória de todos os brasileiros por estas paragens.

Alugamos um carro. Esta ilha merece ser conhecida com paciência. As vistas e os locais naturais são encantadores, como as outras ilhas dos Açores e o povo é doce como o povo Português dos Açores costuma ser.

Passamos pelo museu do vinho onde aprendemos um pouco da história do vinho local e das qualidades de uva e demais características. Ficou claro que nos Açores o melhor vinho é o vinho branco. E trouxemos um pouco para degustar no Flyer.

Fomos até o restaurante Caneta, pois a Miriam queria experimentar um quitute local muito apreciado, Lapas grelhadas e eu estava com vontade de comer Bacalhau grelado. Tudo muito saboroso.

No final do passeio de hoje pegamos a via expressa muito parecida com as Europeias. Estranho mesmo foi encontrar uma estrada deste porte em uma pequena ilha no meio do Oceano Atlântico.

A Miriam decretou, vamos ficar mais um dia.

Então até mais, ainda na Terceira.

Seguem abaixo algumas das mais de 500 fotos só do dia de hoje

A casa do Pão de Queijo na Terceira serve também feijoada

Arquitetura local

Vista da Marina d´Angra


As Lapas grelhadas

Miriam e Rafa na Serra do Cume

Chegamos outra vez em Angra 

sábado, 2 de julho de 2011

Horta - Faial - Açores

Horta, tradicional porto de chegada para quem cruza o Atlântico rumo a Europa, reserva uma estrutura interessante para o cruzeirista. Não espere a abundância de lojas e serviços náuticos que você encontra no Caribe.

A Marina da Horta é sem dúvida um local para descansar e recuperar forças para o resto da travessia (onde sempre se encontram ventos e mares mais bravios). O povo é por demais acolhedor e tudo faz para que sejamos bem recebidos. Até bicicleta grátis podemos pegar na praça da Marina, com a promessa de devolver às oito da noite.

Ao passear pela ilha do Faial sentimos que ainda estamos uma ilha oceânica com suas características e peculiares formações geológicas, inclusive com a obrigatória visita ao Museu do Capelinho (Vulcão que entrou em erupção na década de 50).

Não se pode deixar de falar do Peter Café, que assoberbado pela fama e pelo movimento esqueceu como fazer comida de bom gosto, sendo pouco mais que razoável a permanência, especialmente por causa do bom atendimento.

Horta de Faial é o que é graças em parte a tradição, mas não tão formosa quanto Flores, devemos esperar para ver as demais ilhas antes de denotar mais ou menor categorização aos seus encantos.